Novembro 14, 2009

Hoje sonhei que era a Kaoru e que morava com o Kenshin numa zona remota com o Kenji. O Kenshin já tinha o cabelinho curto – como tem no final da manga – e estava tudo muito bem e feliz e cor-de-rosa até que aparece o Enishi e estraga tudo. Isto com a banda-sonora da Seisohen como música de fundo. É razão para perguntar: QUE RAIO?

Novembro 14, 2009

E também não gosto que as pessoas com quem falo mais sem seres tu estarem tão longe. Há alturas em que pronto.

Devíamos estar sempre juntos, Bruno. Nem que fosse eu estar numa divisão a brincar com bonequinhos e tu noutra a jogar. Mas estavamos ao pé um do outro. E só não estamos porque andei a empatar a minha vida este tempo todo a achar que nunca ia conseguir ser feliz, então para quê me preocupar? E agora que o sou e que quero alguma coisa da minha vida tenho que te fazer esperar. Fiz a minha cama e deitei-me nela, é verdade. Mas já tenho os pés de fora. Ao menos isso. Espero que um dia te consiga dar tudo aquilo que mereces e que eu, por minha culpa, não te consigo dar.

Novembro 14, 2009

Estás-me a fazer muita falta agora. Há alturas em que estar sozinha me provoca uma ansiedade estranha.

Novembro 13, 2009

Fica sempre bem dizer – porque sou uma pessoa que gosta muito de se gabar – que este livro me foi recomendado pelo Richard Zimler. In your face.

O título é bastanta auto-explicatório (esta expressão existe em português?). Contém os diários de uma rapariga chamada Mary Berg que, aos quinze anos, se viu fechada no gueto de Varsóvia. Os seus relatos acompanham, se não me engano, três anos, incluindo a revolução do gueto contra os alemães e a consequente dizimação dos mesmos. Como se pode calcular, não é uma leitura fácil: algumas das situações narradas são tão incríveis, tão cruéis e desumanas que é muito fácil nos esquecermos que estamos a ler um relato verídico e não um livro ficcional de terror. Mary acabou por ter “sorte”: graças à nacionalidade norte-americana da mãe, conseguiram integrar um grupo de troca de prisioneiros com os Estados Unidos e assim sair da Polónia. Mas aqueles três anos ficaram. Foram anos em que lidar com a morte era uma coisa do quotidiano, algo que não consigo imaginar por mais que tente. Ir à padaria e, no caminho, encontrar dezenas de corpos de mulheres e crianças gelados pelo frio. Assistir às torturas dos nazis a quem quer que passasse na rua. Mesmo não me conseguindo pôr no lugar dela, acredito que a sua fé na Humanidade nunca mais deve ter sido a mesma. Pelo menos a minha não seria. Se apenas de ler estas coisas me começo a questionar sobre a nossa natureza, quanto mais assistindo na primeira pessoa.

É um livro que recomendo vivamente não só pela sua importância documental relativamente a um período negro da história que hoje alguns ousam negar (como?), mas porque também nos consegue mudar um pouco por dentro. Conseguimos ver em Mary Berg uma espécie de modelo a seguir. De uma rapariga com menos de vinte anos que sofreu o pior flagelo de sempre e que conseguiu aguentar tudo e ainda relatá-lo ao mundo. Fiquei a admirá-la muito.

Hmm?

Novembro 13, 2009

Há uma coisa que me deixa muito intrigada. Anda a passar um anúncio na televisão a um produto de limpeza para carpetes que começa com a senhora a esfregar exaustivamente o tapete da sala, quando aparece miraculosamente um senhor vestido de cor-de-rosa que lhe diz:

- Já alguma vez pensou que o seu detergente da loiça não é a melhor opção para limpar a sua carpete?

E eu pergunto-me: quem é que acha que detergente da loiça é bom para limpar carpetes? Eles até podiam estar a usar o termo para dar um toque humorístico à coisa, do género “epa ca burra”. Mas chegam mesmo a fazer comparação: se se lavar a carpete com detergente da loiça fica com um centímetro de esterqueira, enquanto que se se limpar com o tal produto maravilha fica ó, limpinho.

É que se fosse detergente da roupa tudo bem, achava estranho mas têxtil é têxtil. Agora… loiça?

É isso e o detergente Ariel que deixa um cheirinho tão bom nos lençóis que é impossível ir para a cama zangado. Precisava de uns que tivessem um cheirinho tão agradável que me punha a dormir cinco minutos depois de me deitar.

O Robert Enke morreu

Novembro 10, 2009

Eu era fã do Robert Enke quando era adolescente. Foi a altura em que fui mais benfiquista e em que fui a mais jogos à Luz. Embora a pancada me tenha passado – porque descobri que o senhor afinal não era nada de especial - estou um bocado em choque. Seria um choque menor se não tivesse sido suicídio. Mas bolas.

Isto é tão bom

Novembro 9, 2009

É assim muesli com chocolate que não sabe ao muesli normal com chocolate. É tão bom. Mas é que é mesmo bom! Pena é no Jumbo só haver caixas pequenas. Para caixas grandes tem que se ir ao Modelo que fica mais fora de mão. Bolas.

Quem me conhece, e não precisa de ser a fundo – ou quem já vem aos meus estabelecimentos virtuais há um tempo – com certeza sabe que tenho uma devoção muito especial por Rurouni Kenshin. Foi está série que me ‘lançou’ no mundo no qual agora estou imersa até às orelhas – bem, um dos muitos mundos – e foi, durante anos, a única que gostava. Dizia sempre ‘Não posso dizer que gosto de anime quando a única série que gosto e me prendeu foi Rurouni Kenshin’. Claro que depois chegou o namorado com Death Note e abriu-me os olhos, portanto o estado em que actualmente me encontro é culpa dele. Comecei desde muito cedo a arrebanhar tudo o que apanhava de Kenshin. Comprei os meus primeiros volumes de manga  ainda em francês, quando a única Fnac que havia era a do Colombo. Percebia-se pelos bonecos, pronto. Arranjei VHS com as OVA’s em Madrid, dobrado em espanhol, mas paciência. Até que Portugal foi acordando para o mundo da manga e do anime e vi a minha tarefa mais facilitada. Mas faltava uma coisa, uma coisa que queria muito. O fundamental. Tinha perdido um pouco a esperança quando o Sr. Jikai (ver ali ao lado) me disse que era quase impossível arranjar. Até que ontem, num intervalo do meu trabalho de distribuição de gomas no FIBDA’09 entrei no stand da Kingpin Books. As fotografias estão muito más, eu sei, mas dá para perceber a ideia. Apresento-vos as figuras que procurei durante anos:

Makoto Shishio.

Sagara Sanosuke.

Himura Kenshin, da Yamato. Tive uns problemas com as figuras deste fabricante. As pernas vinham separadas do tronco e os encaixes não coincidiam, teve que ser enroscado à força. Já para não falar dos buracos nos pés que eram demasiado pequenos para os espigões da base. Daí estar tudo muito bem encostadinho aos livros. Este problema aplicou-se a todas as figuras da Yamato.

Makoto Shishio, Yamato. O que gosto nas da Yamato e que me levou a comprá-las foi o movimento. Podem ser de má qualidade, mas gosto do pormenor da espada em chamas. Compensa o facto das botinhas brilhantes fashion.

Hiko Seijuruu, Yamato. Este seria brilhante se a base tivesse funcionado: era a capa dele. Mas não funcionou. Mesmo enroscando à força, o peso da figura vai todo para a frente e tombava. Está muito bem encostado ali ao Senhor Anderson. Mesmo assim gosto dela. A minha única queixa é a cor do cabelo.

Yukishiro Enishi, Yamato.

Shinomori não-gosto-nada-de-ti Aoshi.

Kamiya Kaoru e Himura Kenshin, em lugar de destaque na minha estante.

Kamiya Kaoru.

Himura Kenshin.

Este post também serve para quem quiser cuscar a minha estante. Não me apeteceu estar a pô-los em cima da mesinha como fiz com os outros.

Toradora!

Novembro 7, 2009

5,5/10

Ryuuji tem a sina de ter herdado uma expressão de delinquente no olhar. Taiga reage mal a tudo o que a contraria mas está farta que as pessoas fujam dela e da sua reputação. Ryuuji tem um fraco pela melhor amiga de Taiga, Minori. Taiga tem um fraco pelo melhor amigo de Ryuuji, Kitamura. São vizinhos. Vivem os dois por baixo de um mal-entendido. Enquanto tecem planos para melhorar a sua vida amorosa vão-se aproximando cada vez mais. Então porque é que Toradora! consegue fugir um bocadinho ao normal? Por causa da Taiga. Tão simples quanto isso.

Novembro 4, 2009

Porque é que PMS nesta altura do ano custa mais do que na Primavera/Verão?