Fevereiro 10, 2010

Fevereiro 9, 2010

Ainda bem que a Disney resolveu arriscar e dar uns quantos passos atrás. Estava a ficar farta de Pixarismos e já sentia saudades de uma boa animação à antiga. Adorei o filme! A banda-sonora é espectacular, o espírito de Nova Orleães está super bem captado e é o primeiro Disney, se não me engano, que nos ensina que o mais importante não é conseguir o que queremos mas apenas o que precisamos. Que é uma coisa que as crianças devem aprender quanto antes para depois quando crescerem não andarem às cabeçadas.

Fevereiro 9, 2010

Quero a serra num dia de Sol, quero praia, quero mar, quero picar cubinhos de melão fresco entre os banhos na água não própria para cardíacos da Arrábida. Estou farta de chuva, de camisolas de lã, de collants, de calças, de botas, de casacos. Volta, Primavera!

Human

Fevereiro 4, 2010

Human: Humans are the only animals that have children on purpose, keep in touch (or don’t), care about birthdays, waste and lose time, brush their teeth, feel nostalgia, scrub stains, have religions and political parties and laws, wear keepsakes, apologize years after an offense, whisper, fear themselves, interpret dreams, hide their genitalia, shave, bury time capsules, and can choose not to eat something for reasons of conscience. The justifications for eating animals and for not eating them are often identical: we are not them.

Jonathan Safran Foer, Eating Animals

Tenho um montão de quotes para fazer e ainda vou na página 70.

(Para quem não sabe, tanto o endereço como o título deste blog são tirados de livros dele)

Só porque esta música me consegue pôr o coração em fanicos.

On the floating, shapeless oceans
I did all my best to smile
til your singing eyes and fingers
drew me loving into your eyes.

And you sang “Sail to me, sail to me;
Let me enfold you.”

Here I am, here I am waiting to hold you.
Did I dream you dreamed about me?
Were you here when I was full sail?

Now my foolish boat is leaning, broken love lost on your rocks.
For you sang, “Touch me not, touch me not, come back tomorrow.”
Oh my heart, oh my heart shies from the sorrow.
I’m as puzzled as a newborn child.
I’m as riddled as the tide.
Should I stand amid the breakers?
Or shall I lie with death my bride?

Hear me sing: “Swim to me, swim to me, let me enfold you.”
“Here I am. Here I am, waiting to hold you.”

Fevereiro 4, 2010

Que poster parvo. Filme OK.

por tópicos

Fevereiro 1, 2010

- Já me tinha esquecido de como acho um misto de graça e ridículo às pessoas que saem do metro a correr; parecem formiguinhas;

- Já me tinha esquecido como era andar de transportes públicos, mas, felizmente, raramente vou andar em hora de ponta;

- Também já me tinha esquecido que as pessoas têm a mania de se pôr a cantar no comboio quando a música lhes agrada;

- Bastou-me tomar uma Aspirina para me ficar a doer o estômago o dia inteiro;

- Comecei a ler um livro do Ian McEwan mas esqueci-me dele na loja, sendo a perfeita cabeça no ar que sou;

- Quando ao que todos querem saber, correu bem, mas amanhã é que tenho que falar com PESSOAS.

If This Is A Man…

Janeiro 31, 2010

… I don’t want to know what an animal is.

Os livros que mais impressionam são normalmente os que são escritos sem uma ponta de sentimentalismo. Impressionam pela sua lucidez. Este relato de um ano “vivido” em Auschwitz-Monowitz não é para os que buscam factos sórdidos, mas para os que procuram entender como é que um homem pode descer tão baixo: quer do lado alemão, quer do lado dos prisioneiros. Como Primo Levi diz, chega a um ponto em que já não se é homem, não é nada. É-se. Gostei precisamente por causa disso, pela reflexão mais moralista e ética de factos que grande parte de nós conhecemos (ou quero eu pensar que sim…). O que mais me impressionou, contudo, foi o último capítulo. Já tinha lido muitas coisas sobre as condições no campo, os maus-tratos, a fome, a morte mas foi a primeira vez que li, ainda para mais um relato na primeira pessoa, sobre o campo após os alemães terem desertado. Aqueles homens foram deixados ali ou para morrer ou para se tornarem animais. É um capítulo impressionante e angustiante, que nos faz pensar um pouco no Lord Of The Flies e noutros romances em que a espécie humana é deixada à sua mercê, com a diferença de que isto não foi romance nenhum. Isto aconteceu. E ter essa noção pode mudar totalmente a forma de uma pessoa ver o mundo e o Homem. Podia continuar, mas prefiro reflectir mais uns dias sobre o que acabei de ler. Mas uma coisa é certa: fez-me sentir uma certa vergonha e culpa terminar o livro, pô-lo de volta na estante e regressar ao quente da cama e da botija de água quente. Há tanta coisa que temos por garantida. Até uma coisa tão simples como viver, para nós é tão simples que mal pensamos na dádiva que é. E na dádiva que é estarmos sãos, confortáveis, quentes, nutridos e nos podermos entregar a pequenos prazeres que, se estivéssemos noutra situação mais desagradável, consideraríamos luxos. E faz-nos pensar nos 80% do Mundo que passam fome ou vivem em regimes de repressão e violência. Não há justificação possível. Aliás, há. Mas é absurda. Demasiado absurda.

- Swirl Choc’n'Chip da Olá;

- Tarteletes de chocolate do Continente;

(quem não sabe o que isto é que saia imediatamente desta página!)

Estas são também as coisas às quais tenho, forçosamente, que resistir. Mas é muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito complicado.

Janeiro 31, 2010

Hoje foi que tinha aparecido uma massa gelatinosa género cérebro agarrada às paredes do aquário da qual nasciam rãs devoradoras de peixes.