Hoje estive no Jardim Botânico de Lisboa pela primeira vez; ou seja, foi dia de passeio, e como a entrada custa 0,75€ dei a sugestão que, obviamente, foi aceite, e oh-meu-deus que frase tão desnecessariamente comprida e para lá com os advérbios que já enjoa. É agradável. Tem toda uma aura de jardim abandonado que me agradou bastante (e que, de certa forma, me fez pensar nos jardins da casa dos Tallis, daí o post anterior). Faz pena ver algumas coisas visivelmente degradadas, como o Observatório Astronómico (sugestão: restaurem-no e abram-no ao público), e está muito mal fornecido em termos de saídas – o que podiam ser saídas em locais estratégicos de Lisboa estão fechadas a cadeado, e o peão vê-se obrigado a voltar a subir tudo para sair por onde entrou. Mas passear faz bem, e com aquela quantidade de verde à volta é um banho de saúde. Ou será que é?

No meu caso não foi. A meio da tarde comecei a sentir as dores mais terríveis que alguma vez senti naquelas partes gagas com que nós, mulheres, fomos abençoadas. Preocupou-me porque não era altura e em vez de diminuírem, aumentavam. A viagem de regresso a Setúbal foi extremamente dolorosa, ainda mais dolorosa durante o pequeno período que tive de fazer sem companhia, e só há questão de horas é que a coisa regularizou. Deve ser uma inflamaçãozinha ou um desarranjo qualquer. Pormenores que não interessam a quem aqui vem parar, não é verdade? Esperem até eu ser famosa e este blog singelo atrair hordes de fãs que vêm à procura de informações sobre a minha vida pessoal. Sim, fãs, Sábado dia 12 de Julho a vossa mentora sofreu e sofreu muito. Portanto sigam este conselho: alimentem-se bem e bebam muita água. Aquilo que os folhetos nas farmácias dizem não é mentira.

Gostei de subir a um banco a cantar a Street Where You Live a plenos pulmões. Nem que tenha sido só por dois segundinhos pequeninos.

One Response to “people stop and stare, they don’t bother me”


  1. Foi mais que dois segundos!

    E também tirando a parte em que cantaste sentada!


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