E continuo firme na minha decisão de não ir ao médico.

São 7:53 da manhã, geralmente a altura em que faço posts compridos sem conteúdo nenhum (não que às outras horas tenham, realmente, algum) portanto vou tentar ser breve.

Li agora algumas exigências das bandas que foram tocar ao Alive, e quando esperava que por baixo de MGMT aparecesse uma notinha a dizer “informação confidencial” por causa das drogas, eis que me surpreendem com pedidos de comida tradicional portuguesa e o New York Times. As drogas, devem-nas ter trazido de casa. Não sei porque é que meti na cabeça que os rapazes abusam do ácido. Agora, o terem pedido comida tradicional portuguesa explica um pouco aquele atraso de 20 minutos. Devem ter sentido o real peso de um bom cozido. Daí não terem saltado muito na Kids. Rita-vai-dormir.

Ainda não me sinto a 100% para sair de casa. Uma das razões é bastante parva, mas tenho medo que me dê alguma dor mais forte no comboio, como aconteceu no caminho para cá. Acho que Sábado marcou definitivamente as viagens de comboio de Lisboa para Setúbal, criei um certo receiozinho a estar dentro de um sozinha… só de pensar regressa um pouco daquela dor horrível que, felizmente, já não sinto. A outra é não conseguir comer sem ter que ir a correr a certo sítio, e isso é algo que uma pessoa só se sente confortável a fazer no seu próprio habitat. Vejamos, todas as cenas embaraçosas do género que já viram em filmes, por acaso acontecem na casa da própria pessoa? Não. Aí têm.

Ler o diário da Etty está-me a querer voltar a escrever no meu caderno. Desde Fevereiro que não lhe mexo a não ser para colar uma ou duas coisinhas que vou guardando (excepto aquelas que num ataque de raiva há não muito tempo arranquei sem piedade nenhuma), mas talvez valha a pena… é como ela diz, é uma tentativa de passar algo para o papel para o compreender melhor e talvez encontrar parte de mim que ainda não consegui encontrar. Que penso ser um dos meus vários problemas. Ainda não encontrei aquele algo que me faz ser diferente dos outros. Chamem-lhe vocação, chamem-lhe eu, chamem o que quiserem. Mas é isso, é.

Vou fechar os olhos até às 10h30. Combinei ir ter ao Fogueteiro mas ainda não me sinto à vontade para sair de casa mas. Mas.

2 Responses to “raça de coisa que nunca mais passa”

  1. arya bodhisattva Says:

    não gostamos de ir a médicos, mas é a coisa certa a fazer. o nosso corpo não consegue lidar com tudo sozinho. por vezes, precisa de uns abençoados meds. especialmente se isso não deixar de ser uma coisa esporádica e temporária.

    queres uma review de 3 gastrenterologistas de setúbal? :D

  2. rita Says:

    fui hoje e felizmente nao é nada gástrico. mas obrigada :P


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